[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]

quarta-feira, 30 de abril de 2014

[0614.] FEMINAE [XXXI] - Letra M [V]

- ENTRADAS -


- LETRA M [V] -


0751. Maria Lúcia Ramos Frutuoso [Namorado]
0752. Maria Lucília Estanco Louro
Maria Luísa Costa Dias - v. Maria Luísa Palhinha da Costa Dias
0753. Maria Luísa Costa Silva Bastos
0754. Maria Luísa de Melo Carneiro Zagalo
0755. Maria Luísa de Sousa e Holstein
0756. Maria Luísa Domingas de Sales e Borja de Assis de Paula de Sousa e Holstein 
0757. Maria Luísa Faria de Magalhães
0758. Maria Luísa Maire 
0759. Maria Luísa Palhinha da Costa Dias
Maria Machado - v. Maria dos Santos Machado
0760. Maria Madalena Bagão da Silva Biscaia de Azeredo Perdigão
Maria Madalena Azeredo Perdigão - v. Maria Madalena Bagão da Silva Biscaia de Azeredo Perdigão
Maria Madalena Biscaia Farinha - v. Maria Madalena Bagão da Silva Biscaia de Azeredo Perdigão
0761. Maria Madalena de Azevedo Duarte de Sousa Gerbert
Maria Madalena Martel Patrício - v. Maria Madalena Valdez Trigueiros de Martel Patrí-cio
0762. Maria Madalena Valdez Trigueiros de Martel Patrício
0763. Maria Manuela da Conceição Carvalho Margarido
0764. Maria Manuela de Brito e Castro de Figueiredo e Melo da Costa Lorena 
0765. Maria Margarida Canavarro de Meneses Fernandes Costa 
0766. Maria Margarida da Silva
0767. Maria Margarida Oliveira Pinto 
0768. Maria Matos
0769. Maria Micaela de Sousa Folque
0770. Maria Miquelina Monteiro
Maria Monjardino - v. Maria Medina Monjardino Brito do Rio
0771. Maria Ofélia Freire de Oliveira Corrêa 
0772. Maria Olímpia da Cunha Viana Vaz Simões Anjos
Maria O´Neill - v. Maria da Conceição Infante de Lacerda Pereira de Eça Custance O´Neill
0773. Maria Palmira Passos da Fonseca de Abreu Castelo Branco 
0774. Maria Peres
Maria Pia - v. Maria Seabra da Cruz Almeida
Maria Pia de Almeida - v. Maria Seabra da Cruz Almeida
0775. Maria Pia de Sabóia e Bragança [Rainha D.]
0776. Maria Pinto
0777. Maria Pinto Ribeiro
0778. Maria Portuzelos
0779. Maria Pureza 
0780. Maria Reis
Maria Ribeiro de Oliveira Freire - v. Maria da Graça Freire
Maria Rita Chiappe Cadet - v. Maria Rita Colaço Chiappe Cadet
Maria Rita Colaço Chiappe - v. Maria Rita Colaço Chiappe Cadet
0781. Maria Rita Colaço Chiappe Cadet 
0782. Maria Rita Mesquita
0783. Maria Rodrigues Pato

[Edição da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG) / 2013]

terça-feira, 29 de abril de 2014

[0613.] FEMINAE [XXX] - Letra M [IV]

- ENTRADAS -


- LETRA M [IV] -


0699. Maria Eugénia Martins Correia
0700. Maria Falcão
0701. Maria Feliciana de Faria e Rebelo
0702. Maria Fernanda de Paiva Tomás
0703. Maria Filomena Rosada Conceição e Silva Bacelar Leoni 
0704. Maria Francisca Benedita [Princesa da Beira e do Brasil D.]
0705. Maria Francisca Dantas Machado
Maria Francisca Teresa - v. Laura Verediana de Castro e Almeida Soares
0706. Maria Frazão
0707. Maria Gonzalez
0708. Maria Graziela Lindley Cintra Gomes 
0709. Maria Hedwiges
0710. Maria Helena Alves Tavares Magro
0711. Maria Helena de Carvalho Félix
Maria Helena Magro - v. Maria Helena Alves Tavares Magro
0712. Maria Helena Martin Monteiro de Barros Spínola
0713. Maria Helena Moreira de Sá e Costa
0714. Maria Helena Silveira da Silva
0715. Maria Inácia
0716. Maria Inácia da Luz
0717. Maria Irene Virote Santos
0718. Maria Isabel Cortez Pinto Pimentel
0719. Maria Isabel da Costa Oliveira
0720. Maria Isabel de Oliveira Berardi
0721. Maria Isabel Marques de Andrade Salgado
0722. Maria Isabel Osório Macedo
0723. Maria Ivone Silva Nunes
0724. Maria Jemina
0725. Maria Jesuína da Conceição Marques
0726. Maria Joana Morais Perdigão Queiroga de Almeida
0727. Maria Joana Pereira 
0728. Maria João Gaudêncio Simões George
Maria João George - v. Maria João Gaudêncio Simões George
0729. Maria José
0730. Maria José das Neves
0731. Maria José de Almeida
0732. Maria José de Almeida Couto 
0733. Maria José de Almeida Furtado de Mendonça 
Maria José de Furtado de Mendonça - v. Maria José de Almeida Furtado de Mendonça
0734. Maria José de Mendonça
0735. Maria José de Noronha
0736. Maria José dos Santos
0737. Maria José Escazena
0738. Maria José Fernandes 
0739. Maria José Pereira
0740. Maria José Pires dos Santos
0741. Maria José Ribeiro Gomes de Abreu Vilas Soares
0742. Maria Josefa de Melo
0743. Maria Júlia Baptista Guerreiro
0744. Maria Júlia Canedo
0745. Maria Juliana
0746. Maria Julieta Guimarães Gandra
Maria Laura dos Santos - v. Laura Santos
0747. Maria Leite da Silva Tavares Paes Moreira
Maria Lemos de Magalhães - v. Maria da Conceição de Lemos Coelho de Magalhães
0748. Maria Leolinda de Magalhães Torres e Pilar
0749. Maria Letícia Reis Clemente da Silva
0750. Maria Libânia dos Santos Costa Pessoa 


[Edição da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG) / 2013]

segunda-feira, 28 de abril de 2014

[0612.] CECÍLIA SIMÕES AREOSA FEIO [VI]


* CECÍLIA SIMÕES AREOSA FEIO *

[05/12/1921-08/02/1980]

EXTRATOS DA ENTREVISTA DADA A GINA DE FREITAS E PUBLICADA EM A FORÇA IGNORADA DAS COMPANHEIRAS [1975]

 
[...]

[Gina de Freitas, A força ignorada das companheiras, Plátano, 1975]

domingo, 27 de abril de 2014

[0611.] FEMINAE [XXIX] - Letra M [III]

- ENTRADAS -


- LETRA M [III] -

0637. Maria da Conceição Damas Brazão
0638. Maria da Conceição de Lemos Coelho de Magalhães
0639. Maria da Conceição Ferreira
0640. Maria da Conceição Gonçalves
Maria da Conceição Martinez - v. Maria da Conceição Martinez de Sousa Bastos
0641. Maria da Conceição Martinez de Sousa Bastos
0642. Maria da Conceição Pires
0643. Maria da Conceição Prezado
0644. Maria da Conceição Singer Velutti
Maria da Conceição Sousa Elói - v. Madressilva
0645. Maria da Fonte      
0646. Maria da Glória
0647. Maria da Glória Ribeiro da Cruz
Maria da Graça Azambuja - v. Maria da Graça Freire
0648. Maria da Graça Freire
0649. Maria da Graça Machado de Macedo Forjaz de Sampaio
0650. Maria da Graça Monteiro Pina de Morais
0651. Maria da Graça Pinto Braga Heitor Catarino
0652. Maria da Luz
0653. Maria da Luz Veloso
0654. Maria da Madre de Deus Leite Dinis de Almeida
0655. Maria da Natividade dos Santos Silva Pinheiro Correia
0656. Maria da Silveira
0657. Maria das Dores Aço Rodrigues
0658. Maria das Dores de Araújo Couto Pola
0659. Maria das Dores Formosinho Vieira Cabeçadas
Maria das Dores Polla - v. Maria das Dores de Araújo Couto Pola
Maria das Neves - v. Maria José das Neves
0660. Maria de Freitas Moreira
0661. Maria de Lima Mayer Ulrich
0662. Maria de Lourdes Belchior Pontes
0663. Maria de Lourdes Cabral
0664. Maria de Lourdes de Mello e Castro
Maria de Lourdes Pintasilgo - v. Maria de Lourdes Ruivo da Silva Matos Pintasilgo
0665. Maria de Lourdes Ruivo da Silva Matos Pintasilgo
0666. Maria de Lourdes Sousa Gomes
0667. Maria de Melo Furtado Caldeira Giraldes de Bourbon
0668. Maria do Carmo
0669. Maria do Carmo da Luz
0670. Maria do Carmo de Jesus Afreixo
0671. Maria do Carmo de Sequeira Morais
0672. Maria do Carmo Ferreira da Silva Carmona
0673. Maria do Carmo Mazzachiodi Fernandez Escazena
0674. Maria do Carmo Silva
0675. Maria do Carmo Xavier Braga
Maria do Céu - v. Maria do Céu e Silva Santos
0676. Maria do Céu e Silva Santos
0677. Maria do Céu Pimentel
0678. Maria do Monte de Sant’Ana e Vasconcelos Moniz de Bettencourt
0679. Maria do Nascimento Corrêa
0680. Maria do Ó Osório Cabral Pereira Meneses
0681. Maria do Patrocínio Osório de Carvalho Guedes
0682. Maria do Pilar Baptista Ribeiro
0683. Maria do Rosário Amaral de Figueiredo Benito-Garcia
0684. Maria Domingas José de Mendonça
0685. Maria Dorinda Rodrigues Nóvoa
0686. Maria dos Prazeres Martins Bessa Pais
0687. Maria dos Santos Machado
0688. Maria Elisa Amado Bacelar
0689. Maria Elisa Botelho de Andrade Casqueiro de Sampaio Ruas
Maria Elisa de Andrade Sampaio - v. Maria Elisa Botelho de Andrade Casqueiro de Sampaio Ruas
0690. Maria Elvira Pereira da Silva Ferreira
0691. Maria Emília Archer Eyroles Baltasar Moreira
0692. Maria Emília Cardoso Antunes
0693. Maria Emília de Barros Lima de Azevedo do Rego Barreto
0694. Maria Emília de Carvalho Gonçalves
0695. Maria Emília de Sousa e Castro
0696. Maria Emília Marques
0697. Maria Eugénia Bianchi
0698. Maria Eugénia Lopes do Rosário Nunes da Silva Horta




[Edição da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG) / 2013]

sábado, 26 de abril de 2014

[0610.] MARIA ALBERTINA AGOSTINHO SABINO [III]


[0609.] MARIA ALBERTINA AGOSTINHO SABINO [II]


Viver e Morrer na Clandestinidade

- Maria Albertina Agostinho Sabino - 

[1941?-18/04/1964]

"A morte de Maria Albertina Agostinho Sabino"
por José João Pais, transcrito de


«Regressemos então, por momentos, ao ano de 1963. Nesse ano, Maria Albertina, militante comunista de 22 anos, natural de Alpiarça, junta-se ao seu namorado, Manuel Mendes Colhe, que vivia na clandestinidade há 4 anos. Esta era uma situação normal nas “casas do partido” que serviam de apoio às tarefas dos “funcionários”. Umas vezes surgiam nas casas “funcionárias” que não tinham qualquer laço de parentesco com os outros utilizadores, mas também havia casais constituídos por marido e mulher, que permitiam uma relação mais normal em termos de visibilidade exterior e na relação com a vizinhança, que se pretendia que não fosse muito estreita e profunda, mas que também não fosse conflituosa. É assim que Maria Albertina se junta a Manuel Colhe.
“Estávamos a fazer a nossa vida com a normalidade possível” refere Manuel Mendes Colhe, “eu saía de manhã, como se fosse para o emprego e voltava à noite. A Maria Albertina fazia a lida da casa e parecia na realidade um casal a fazer uma vida pacata e perfeitamente normal. Como normal foi ela ter ficado grávida. Mas nós dois começamos a perceber da gravidade da situação, porque não nos podíamos esquecer que estávamos na clandestinidade, que tínhamos identidades falsas e que qualquer percalço, por mais pequeno que fosse, poderia transformar-se num grande problema. A gravidez dela era uma situação a requerer a nossa melhor atenção, atendendo ao modo em que vivíamos”.
O casal decide que o parto iria ocorrer no Cartaxo, na casa de um amigo de Manuel Mendes Colhe. Correu tudo sem qualquer problema, tendo nascido um menino que foi registado no Cartaxo e a quem puseram o nome de Manuel Celestino Sabino Colhe.
Deu-se o regresso a Lisboa e à actividade política na clandestinidade. “Entretanto a minha esposa começa a ter febres muito altas” refere mais uma vez Manuel Mendes Colhe, “tomou alguns medicamentos, mas nada fazia baixar a temperatura. Tratava-se de uma infecção muito forte nos ovários, motivada pelo parto e que não fora convenientemente tratada devido à nossa situação de clandestinidade, que não nos permitia grandes exposições públicas, o que evitávamos a todo o custo. Ainda foi ao médico, mas, numa altura em que eu estava fora, ela sentiu-se pior e foram as vizinhas que a levaram para o Hospital de Santa Maria, onde ficou internada com o nome falso de Maria Fernanda Pais Damião. No outro dia, quando cheguei a casa, vi logo que tinha havido problemas, pois as vizinhas vieram ter comigo a dizer: – oh vizinho, a sua mulher está pior. Percebi logo, pela cara delas, que o pior tinha acontecido e que estavam apenas a preparar-me para me darem a notícia fatal.
Na verdade, no dia 18 de Abril de 1964 a Maria Albertina faleceu com apenas 23 de idade, 22 dias depois de ter o filho e quando se encontrava na clandestinidade”.
A notícia chega célere a Alpiarça. Forma-se, de imediato, uma Comissão destinada a organizar e a custear o funeral e que é composta por: - José Faustino Rodrigues Pinhão, Alcindio Pinhão, Olímpio Francisco Oliveira, Rui Batista Feliciano “o Rui Balsa”, Jerónimo Nazaré e António Conceição Jorge. Foi através do esforço desta comissão, e de mais alguns elementos, que percorreram as propriedades rurais e os estabelecimentos comerciais e industriais, que se obtiveram os fundos para a transladação do corpo de Lisboa para Alpiarça e se conseguiu a mobilização popular para estar presente no funeral, pois todos os estabelecimentos comerciais fecharam nessa ocasião.
No dia 23 de Abril, Alpiarça ficou em “estado de sítio” com a realização do funeral. Uma multidão imensa encheu por completo a Rua do Casalinho até ao cemitério, controlada de perto por um enorme contingente policial onde não faltavam os elementos da PIDE. A GNR chega a entrar no cemitério, espancando aqueles que ousavam lançar palavras de ordem contra o regímen político que governava o país. Algumas das imagens do funeral haveriam de ficar registadas em fotografias tiradas por um fotógrafo que foi convidado para o efeito por Natalino Paciência Andrade.
O Chefe de Brigada, que dirigia o posto da PIDE do Entroncamento e que estava presente, descreve no seu relatório o que se passou: “O féretro, procedido por duas alas de mulheres, dirigidas pela comissão que lhes ia dando instruções, e que ao mesmo tempo regulava o trânsito, era acompanhado por mais de 2.000 pessoas, sem que muitas delas conhecessem a falecida ou os seus familiares. À porta do cemitério, o irmão da falecida, Fernando Agostinho Sabino, leu uma carta que dizem ter sido escrita pelo Manuel Mendes Colhe e onde afirmava a falta de assistência dispensada no Hospital ao saberem que a doente vivia na clandestinidade. Antes da leitura da carta, António da Conceição Jorge fez uma alocução acerca da falecida. Suspeita-se que a carta referida não seja do Colhe mas sim do António da Conceição Jorge, que enviou também a notícia do funeral para o jornal República que ultimamente tem estado bastante activo… Embora todos os elementos da citada comissão sejam elementos suspeitos de pertencerem ao p.c.p. e tenham cadastro nesta Polícia por actividades contra a segurança do Estado, há que destacar o José Faustino Rodrigues Pinhão, que foi quem recebeu o telefonema a comunicar o falecimento da Maria Albertina e organizou a Comissão, revelando-se mais uma vez o mentor das actividades subversivas de Alpiarça e Olímpio Oliveira, elemento que, segundo consta, recebe os fundos para o partido e que é para o efeito procurado na sua oficina, aos Sábados, por muitas mulheres do campo, entre elas Adelina Arranzeiro Calarrão, casada com João Cravina Isidoro, motorista dos “Claras” e também já referenciado como suspeito de actividades subversivas. O Olímpio sai com frequência, ausentando-se por períodos de 3 e 4 dias, desconhecendo-se para onde se desloca”.
Eu ia a pé para os Patudos onde uma multidão esperava o funeral – diz António Conceição Jorge. De carro, em sentido contrário, encontrei o Dr. Hermínio, que vinha da Instituição José Relvas, onde era o Presidente. Quando me vê, pára o carro e diz-me: “Volta para trás António Jorge, tu és muito emocional e depois dizes coisas que te poderão trazer problemas”.
Continuei o meu caminho e esperei, no meio daquela multidão, que chegasse o caixão.
Depois viemos todos a pé até ao cemitério, lembro-me que vinha ladeado pelo Zé Pinhão e pelo Olímpio de Oliveira. Quando o funeral chegou ao cemitério vi alguns carros da PIDE, onde conheci o Capitão Inspector Porto Duarte, os chefes de brigada José Gonçalves e Gouveia, “tipos” que eu nem podia ver à minha frente, pois já me tinham feito a “vida negra” em interrogatórios. Dirigi-me ao Inspector:- Vocês não são os responsáveis directos, mas indirectamente o que aconteceu à Maria Albertina é da vossa responsabilidade. Enquanto a ditadura se mantiver, casos como este, continuarão.
Sentia-me muito emocionado e há coisas que não me faziam calar. Esta era uma delas.
Então dirigi-me à multidão (eram talvez mais de 5.000 pessoas), empurrado por alguns acompanhantes e sentindo que ao menor atrito haveria problemas graves entre a PIDE, GNR e a população: “Amigos! Por favor curvemo-nos perante este caixão e esta desgraça. Peço-vos que vão para casa em sinal de respeito pela memória da falecida.
O resto do funeral decorreu num silêncio impressionante. No fim, as pessoas dispersaram sem uma palavra, não dando motivos para qualquer prisão ou violência”.
O funeral de Maria Albertina Sabino foi, na realidade, um dos momentos políticos que marcou o ano de 1964 e que iria trazer consequências nefastas para alguns dos intervenientes nesse acontecimento, como é o caso de Fernando Vieira Pires “o Setenta”, que é detido no dia 29 de Maio, sendo libertado a 24 de Julho; Fernando Agostinho Sabino “o Carqueja”, irmão da falecida, que é detido no dia 6 de Junho, só sendo libertado a 28 de Setembro de 1964; Alcindio e José Pinhão, ambos pertencentes à comissão que organizou o cortejo fúnebre, o último detido a 29 de Maio e o irmão detido a 6 de Junho, tendo sido ambos libertados a 24 de Julho; Jerónimo Nazaré, que fez também parte da comissão e que seria detido no dia 2 de Julho e libertado a 3 de Agosto. Escapou momentaneamente o Olímpio Oliveira, o Rui Balsa e o António Jorge. Este último haveria de cair nas mãos da PIDE pouco tempo depois.

Bibliografia consultada: Pais, José João, Gente de Outro Ver, edição de autor, 2005.»

[0608.] MARIA ALBERTINA AGOSTINHO SABINO [I]


Viver e Morrer na Clandestinidade

- Maria Albertina Agostinho Sabino - 
[1941-18/04/1964]


Natural de Alpiarça e activista do Partido Comunista, morreu na clandestinidade apenas 22 dias após um parto normal, vítima de pneumonia. O funeral, realizado na terra natal, terá sido muito concorrido e o seu nome consta do opúsculo Não Falar na Polícia Dever Revolucionário, publicado em 1972.

Aparece em Feminae. Dicionário Contemporâneo apenas como Maria Albertina.

[Feminae. Dicionário Contemporâneo, Edição da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG) / 2013]

[0607.] FEMINAE [XXVIII] - Letra M [II]

- ENTRADAS -


- LETRA M [II] -


0593. Maria Albertina [Agostinho Sabino]
Maria Alice Beaumont - v. Maria Alice Mourisca Beaumont
0594. Maria Alice Morais Machado da Cruz
0595. Maria Alice Mourisca Beaumont
0596. Maria Alzira Costa de Castro Cardoso Lemos
Maria Alzira Lemos - v. Maria Alzira Costa de Castro Cardoso Lemos
0597. Maria Amália de Sousa Botelho Mourão de Vasconcelos
0598. Maria Amália Machado Eça e Castro
0599. Maria Amália Pestana Vieira e Pereira 
0600. Maria Amália Reis Bentes
0601. Maria Amélia de Carvalho Burnay
0602. Maria Amélia Luísa Helena de Orleães e Bragan-ça (Rainha D.)
0603. Maria Ângela Montenegro Miguel
0604. Maria Ângela Vidal e Campos
0605. Maria Antónia Jervis de Atouguia Ferreira Pinto Basto 
0606. Maria Antónia Martinez
0607. Maria Antónia Monteiro 
Maria Archer - v. Maria Emília Archer Eyroles Baltasar Moreira
0608. Maria Armanda Gonçalves Teles 
0609. Maria Augusta Beliter [ou Belita]
0610. Maria Augusta de Meneses Silva e Castro
0611. Maria Augusta de Vasconcelos Soares
0612. Maria Augusta Perez Fernandez
0613. Maria Augusta Setas
0614. Maria Baptista Moreira
0615. Maria Bárbara Garcez Pinto de Madureira
0616. Maria Beatriz Caroço de Castro Serpa Branco
0617. Maria Beatriz Rodrigues Falcão
0618. Maria Benedita de Brito e Cunha
0619. Maria Benilde Peixoto Guedes Vaz 
0620. Maria Camila Schröter Viana Carneiro Pacheco
0621. Maria Cândida de Avelar  
0622. Maria Cândida Mendonça
0623. Maria Carmo Antunes
0624. Maria Carolina Bressane Leite Perry de Sousa Gomes
0625. Maria Carolina Frederico Crispim
0626. Maria Carolina Pereira
0627. Maria Celina de Sant’Ana e Vasconcelos Moniz de Bettencourt de Sauvayre da Câmara
Maria Celina de Sauvayre da Câmara - v. Maria Celina de Sant’Ana e Vasconcelos Moniz de Bettencourt de Sauvayre da Câmara
0628. Maria Clara de Sousa
Maria Clementina - v. Maria Clementina Rato Borges de Sá 
Maria Clementina Borges de Sá - v. Maria Clementina Rato Borges de Sá 
0629. Maria Clementina de Vasconcelos
0630. Maria Clementina Ferreira Pinto Basto Couceiro da Costa
0631. Maria Clementina Rato Borges de Sá 
0632. Maria Costa
0633. Maria da Assunção Radice
0634. Maria da Conceição Augusto de Mattos 
0635. Maria da Conceição Carvalho
0636. Maria da Conceição Costa

[Edição da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG) / 2013]

sexta-feira, 25 de abril de 2014

[0606.] CLANDESTINOS

- Um belíssimo, comovente e lúcido texto de Rita Veloso -

http://entreasbrumasdamemoria.blogspot.pt/2014/04/clandestinos-running-on-empty.html


Uma História, a dos Clandestinos e das Clandestinas, que está por escrever e que a historiografia, mesmo quando põe o enfoque nas oposições à ditadura, continua a silenciar, ignorar, desvalorizar ou remeter para notas de rodapé.

E não há Clandestinos sem Clandestinas. E foram tantas e tantas... 

Maria Helena Magro [0495.] a [0499.].



[...]

[0605.] 25 DE ABRIL DE 1974 [III]

- 40 ANOS -
[Maria Helena Vieira da Silva, 1908-1992]

[0604.] 25 DE ABRIL DE 1974 [II]


- 40 ANOS -
[Maria Helena Vieira da Silva, 1908-1992]

[0603.] 25 DE ABRIL DE 1974 [I]

- 40 ANOS -
[Fotografia de Sérgio Guimarães]

http://funcionamento.blogspot.pt/2009/04/o-autor-da-fotografia-do-menino-com-o.html

quarta-feira, 23 de abril de 2014

[0602.] FEMINAE [XXVII] - Letra M [I]

- ENTRADAS -


- LETRA M [I] -


M. G. - Iniciais de M. Grisalde, pseudónimo de Maria de Melo Furtado Caldeira Giraldes de Bourbon.
M. Grisalde - Pseudónimo (anagrama de Giraldes) de Maria de Melo Furtado Caldeira Giraldes de Bourbon.
0569. Madalena Coelho Marques de Almeida
0570. Madalena Martins de Carvalho
Madame Luís de Magalhães - v. Maria da Conceição de Lemos Coelho de Magalhães
Madame Magalhães Moreira - v. Maria da Conceição de Lemos Coelho de Magalhães
0571. Madressilva - Pseudónimo de Maria da Conceição Sousa Elói 
Madre Maria Isabel da Santíssima Trindade - v. Maria Isabel Picão Caldeira
0572. Madrinhas de Guerra
Mafalda de Castro Vaz Pinto - v. Mafalda Ermelinda de Castro de Vasconcelos de Sá Pereira e Almeida
0573. Mafalda Ermelinda de Castro de Vasconcelos de Sá Pereira e Almeida
0574. Magdalena von Hafe 
0575. Manuela Câncio Reis
0576. Manuela Lopes Rey
Manuela Rey - v. Manuela Lopes Rey
0577. Margarida Azevedo e Morais Castro Sarmento
0578. Margarida Barbedo da Cunha Pinto
0579. Margarida Clementina Pereira
Margarida Cruz - v. Margarida da Silva Cruz 
0580. Margarida da Silva Cruz
Margarida de Sequeira - Pseudónimo de Maria Angelina de Sequeira Manso Cor-deiro.
0581. Margarida Helena Cardoso de Meneses
0582. Margarida de Jesus Lopes de Carvalho
Margarida Lopes - v. Margarida de Jesus Lopes de Carvalho
0583. Margarida Pires de Almeida
0584. Margarida Tavares Fernandes Ervedoso
0585. Margarida Veloso
0586. Margery McSkimming Kennedy Thorburn 
0587. Maria A. Mendonça Pereira
Maria Adelaide de Lima Cruz - v. elementos biográficos em Adelaide de Almeida Lima Cruz, sua mãe.
0588. Maria Adelaide de Oliveira
0589. Maria Adelaide Dias Coelho Aboim Inglez
0590. Maria Adelaide Diogo
0591. Maria Adelaide Moreira Brandão
0592. Maria Adelaide Vieira

[Edição da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG) / 2013]

[0601.] PRESOS POLÍTICOS CONDENADOS PELOS TRIBUNAIS PLENÁRIOS / 1971



[Comissão Nacional de socorro aos Presos Políticos, Presos Políticos - Documentos 1970-1971, Porto, Afrontamento, 1972]
[Comissão Nacional de socorro aos Presos Políticos, Presos Políticos - Documentos 1970-1971, Porto, Afrontamento, 1972]

segunda-feira, 21 de abril de 2014

[0600.] PRESOS POLÍTICOS EM PRISÃO PREVENTIVA / 31.12.1970


[Comissão Nacional de socorro aos Presos Políticos, Presos Políticos - Documentos 1970-1971, Porto, Afrontamento, 1972]
[Comissão Nacional de socorro aos Presos Políticos, Presos Políticos - Documentos 1970-1971, Porto, Afrontamento, 1972]


domingo, 20 de abril de 2014

[0599.] SILÊNCIOS... JOSÉ MANUEL TENGARRINHA [III]

[0598.] SILÊNCIOS... JOSÉ MANUEL TENGARRINHA [II]

Para que se perceba uma pequena parte do percurso de José Manuel Tengarrinha até 1974.


[0597.] SILÊNCIOS... JOSÉ MANUEL TENGARRINHA [I]

* HISTÓRIA E HISTÓRIAS DAS OPOSIÇÕES *

01. Reescrevendo, a História das Oposições e da Resistência à Ditadura não é só uma listagem de nomes, embora também o seja.

02. Há nomes, sobretudo de mulheres, que importa redescobrir, tarefa tanto mais difícil por muitas destas não terem sido presas ou não constarem, directamente, de processos da polícia política.

03. Será possível continuar a silenciar na historiografia nomes como Maria Helena Magro, que viveu e morreu na clandestinidade sem nunca ter sido identificada, ou Cecília Simões Areosa Feio, cujo papel no seio da Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos não é demais salientar? 

04. O que se aplica às mulheres, muito mais silenciadas, ignoradas ou menosprezadas pela historiografia, também se estende aos homens. Não se pode reduzir a notas de rodapé o papel oposicionista desempenhado por José Manuel Tengarrinha, um dos presos políticos libertados a 27 de Abril de 1974, nos anos sessenta e setenta, nomeadamente no âmbito da CDE/Comissão Democrática Eleitoral.

05. A História é sempre uma reconstrução de quem a escreve. E, como tal, depende de opções de quem a faz.

[0596.] Cecília Areosa Feio [V]



- Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos -
[11.12.1970]


[0595.] Presos Políticos em cumprimento de pena em 31.12.1970


[Comissão Nacional de socorro aos Presos Políticos, Presos Políticos - Documentos 1970-1971, Porto, Afrontamento, 1972]
[Comissão Nacional de socorro aos Presos Políticos, Presos Políticos - Documentos 1970-1971, Porto, Afrontamento, 1972]