[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]

domingo, 27 de fevereiro de 2011

[0331.] JOSÉ GOMES DOS SANTOS [I]

Ricardo Jorge
[23.10.1899]
[Prato coleccionado por José Gomes dos Santos]

[0330.] CIPRIANO DOURADO [I]

José Gomes dos Santos por Cipriano Dourado
[1959]

[0329.] Tópi

José Gomes dos Santos [19.03.1899 - 1991]
[1955]
Retrato a óleo por Tópi (António Pimentel)

[0328.] Carolina Beatriz Ângelo

- Carta a Ana de Castro Osório -
I - 02.07.1911

"Lx.ª 2-7-911

Querida Amiga

Pela sua carta vejo que fizeram uma bela viagem e chegaram bem, o que deveras me alegra.

Seu Papá esteve um dia destes no meu consultório e pareceu-me m.to bom. Na última vez que vi sua Mamã pareceu-me que estava m.to razoavel.te de saúde, bem que queixosa e com mtas saudades, é claro. Tenho agora tido muitíssimo que fazer e por isso não a tenho visto tanto quanto desejaria mas deixei-lhe um bilhete com recomendação expressa de me chamar logo que de mim careça.

A boa orientação do nosso governo tratando os conspiradores com abraços e beijos fez com que agora estes nos apoquentem com as suas proezas na fronteira espanhola. Além das consequências que podem ser sérias, por causa dum conflito com a antipática e pulha Espanha o resultado imediato é a agitação em que tudo anda, as vidas que pode custar e a paralisação do comércio. Francamente, por cá ninguém está sossegado e dá-se como inevitável a invasão. Verdade seja que m.tas tropas e material de guerra, carbonários e voluntários têm ido para o norte mas quanto não custará tudo isto ao nosso desgraçado país? Quem sabe se eu ainda irei também até à fronteira. Eu e Cabette [Carolina Beatriz Ângelo refere-se à médica Adelaide Cabete, com quem tinha militado na Liga Republicana. Integravam ambas a loja maçónica Humanidade] estamos habilitando as irmãs da lojHumanidade para poderem prestar alguns serviços de enfermagem se precisos forem.

Agora a respeito da nossa Associação: olhe que já tenho tido dissabores mas que fazer-lhes? Vamos elaborar uma representação ao parlamento para ver se os homens se movem. Lá tem ido todos os dias comissões da Ass. Fui assistir à abertura das Constituintes e digo-lhe que nunca em minha vida senti tamanha comoção. Sim, o que eu senti, o que todos sentimos só se experimenta uma vez na vida. Chorei, chorei e q.do, envergonhada, limpava furtiva.te as lágrimas reparei que a toda a gente, homens e mulheres, sucedia o mesmo. Todos choravam e se abraçavam enternecidamente. Por bastante tempo parecia que todos estavam delirantes, braços que se agitavam, vivas, palmas, lenços a acenarem, punhados de flores lançadas sobre os deputados, enfim, uma loucura. E o nosso Afonso Costa lá foi também, m.to fraco e ainda doente mas não faltou! Há dias eu e uma Comissão da Ass. fomos cumprimentá-lo, levando-lhe um lindo ramo de cravos brancos com fitas brancas e douradas. Recebeu-nos com m.ta amabilidade, conversou comigo agradecendo o ter votado nele pois, apesar de tão doente, sabe tudo quanto se passou. Denominou-me uma sufragista prática e pensa que as Constituintes não poderão deixar de conceder o voto às mulheres, restritamente, é claro. Tem já elaborada para apresentar ao Parlamento a lei sobre os direitos civis da mulher que, diz ele, completa o ciclo formado pela do divórcio e da família.

Olhe, sabe? Quem me tem desgostado e arreliado m.to é a Maria Feio. É insuportável tal mulher. Não conhecia o Afonso Costa e eu cai na asneira de a deixar fazer parte da comissão. Pois no dia seguinte apresentou-se em casa do homem, ainda tão doente, e creio que o maçou durante horas a contar-lhe a sua vida e a pedir-lhe o seu apoio moral não sei para que fantasias. Ora calcule que disparate! Mas ainda há mais: a Natividade Ximenes [Maria da Natividade de Queirós Ximenes tinha militado na Liga e integrado a sua comissão de propaganda feminista e sufragista] falou-me por várias vezes para entrar para a Ass. e numa reunião da direcção eu disse o embaraço em que me via porque, se a admitisse ficávamos sem força moral, mas, por outro lado, era um esplêndido elemento. Por acaso a Maria Feio estava no consultório e ouviu a discussão e as informações péssimas que todas deram dela. Pois que imagina que ela fez? Estando de relações cortadas com a Natividade foi procurá-la sem nada dizer a ninguém e por sua conta dizer-lhe não sei que trapalhadas. No final veio dar-me parte da linda missão, o que lhe valeu ouvir algumas frases azedas por se meter em assuntos para que não era competente. Respondeu-me que tinha procedido segundo a sua consciência e critério especial, o que sempre faria, de resto. Como se quem se associa, possa proceder por sua conta própria e não deva abstrair-se da sua individualidade. Prevejo sérios transtornos causados por aquela maluca. Um colega a quem ela maçou com a propaganda disse-me que aquela mulher era o bastante para dar cabo da Ass. Como tem influência nela veja se lhe recomenda prudência e juízo, pois de contrário ver-me-ei obrigada, se continuar com os mesmos disparates, a pedir-lhe que saia da Ass.

Sabe que afinal os 3 cravos brancos estão consagrados? Num jornal inglês, The Globe, vem um artigo a respeito do meu voto, falando da nova Ass. que tem como distintivo 3 cravos brancos, elogiando e pedindo às Ass. do mesmo género, que ainda não tiverem distintivo, para adoptar este tão gentil e aromático. Têm vindo m.tos telegramas e bilhetes de diferentes países. Temos reunido algumas vezes e eu tenho feito propaganda pelos deputados onde quer que os encontre. O Tempo acabou efectivamente.

A Maria [Maria Emília Ângelo Barreto, sua filha] passa razoavel.te e envia saudades especialmente ao Jéca [José Osório de Oliveira, filho mais novo de Ana de Castro Osório, que acompanhou os pais quando estes se estabeleceram em S. Paulo]. Eu cá vou vivendo, agora m.to aborrecida. Tenho trabalhado m.to, dias inteiros a discutir, a pensar, de maneira que tenho o cérebro em ebulição constante a que depois se seguem períodos de cansaço e fadiga como nunca tive. Se assim continuar só me restará a consolação de ter vivido m.to em pouco tempo.

A sua conta no Grémio já está liquidada: tem lá umas quotas na importância de 3500 réis e mais essas que envio, o que perfaz a soma, creio, de 6050. Ficaram m.to magoadas por não ter ido despedir-se delas. Aquilo continua na mesma: quem dá ordens é a interessante e estúpida oradora; cada vez embirro mais com ela e prevejo que qualquer dia perco a paciência e dou-lhe uma sova mestra por causa do voto. Já ontem lhe fui para cima. Irrita-me e depois...

Quanto mais penso mais me aborrece esta estúpida vida: ora veja lá também essa... nem sei quê, dessa Olga [Olga de Morais Sarmento da Silveira. Por essa época as feministas portuguesas insurgiram-se contra as declarações proferidas por essa escritora, no Brasil, de elogio à ex-Rainha D. Amélia. Depois da morte de Paulino de Oliveira, Olga de Morais Sarmento procurará reatar o seu antigo relacionamento com Ana de Castro Osório, com quem tinha convivido intensamente em Setúbal e na redacção da revista Sociedade Futura - cf. Colecção Castro Osório, Esp. N12/190], a linda figura q. anda fazendo por lá, depois dos jornais a porem nas nuvens. Q.do for entregar a representação ao Teófilo [Teófilo Braga] hei-de contar-lhe.

Já recebeu, é claro, aí postais meus.

M.tos cumprimentos ao mano Paulino [Paulino de Oliveira, marido de Castro Osório e Cônsul de Portugal em S. Paulo]. Beijos ao Jéca e um abraço para si, m.to saudoso,

da sua m.to A.

Carolina

A Teresa Franco escreveu-me. Escreva e fale-me de si e dos seus."

[BN, ACPC, Colecção Castro Osório, Esp. N12/419]
in As Origens do Sufragismo Português, Lisboa, Bizâncio, 1998

[1998]

[0327.] Carolina Beatriz Ângelo

- Cartas para Ana de Castro Osório [1911]-

Da autoria de Carolina Beatriz Ângelo há três cartas dirigidas a Ana de Castro Osório e identificadas em meados dos anos 90 quando se estudava de forma exaustiva o Espólio Castro Osório que consta do Arquivo de Cultura Portuguesa Contemporânea da Biblioteca Nacional.

Assinadas apenas por Carolina, constatou-se então que esta "Carolina" era a médica sufragista, tendo a transcrição das três missivas sido inseridas pela primeira vez no livro As Origens do Sufragismo Português, publicado pela Bizâncio em 1998.

Um tanto estranhamente, o seu conteúdo passou algo despercebido e só uma década depois é que se começou a valorizá-lo.

É que através da correspondência mantida com a amiga, então em São Paulo, Brasil, onde o marido era Cônsul de Portugal, procurava informá-la das iniciativas da novíssima Associação de Propaganda Feminista, do ambiente político, das novidades e de algumas pequenas histórias envolvendo sócias e outras organizações.

As três missivas conhecidas, datadas de 2 de Julho, de 13 de Agosto e, provavelmente, de Setembro de 1911 - a última chegou à destinatária no dia 11 de Outubro, quando já tinha falecido -, ajudam mesmo a enquadrar os primeiros meses de funcionamento da APF, elucidando-nos quanto ao emblema, formado por três cravos brancos; número de filiadas; planos acerca da inauguração pública, prevista para os primeiros dias de Outubro; e a estratégia seguida para pressionar os deputados a consagrar na Constituição o sufrágio feminino restrito.


De entre os episódios descritos, salienta-se a emoção sentida na abertura da Assembleia Constituinte, para cuja eleição tinha contribuído: “Fui assistir à abertura das Constituintes e digo-lhe que nunca em minha vida senti tamanha comoção. Sim, o que eu senti, o que todos sentimos só se experimenta uma vez na vida. Chorei, chorei e q.do, envergonhada, limpava furtiva.te as lágrimas reparei que a toda a gente, homens e mulheres, sucedia o mesmo. Todos choravam e se abraçavam enternecidamente. Por bastante tempo parecia que todos estavam delirantes, braços que se agitavam, vivas, palmas, lenços a acenarem, punhados de flores lançadas sobre os deputados, enfim, uma loucura. E o nosso Afonso Costa lá foi também, m.to fraco e ainda doente mas não faltou!”.

Mas as epístolas também revelam o desagrado da médica perante a forma passiva com que o governo tratava os conspiradores, “com abraços e beijos” ; a maneira como os representantes da nação se estavam a comportar na eleição do Presidente da República, andando “todos à bulha”, fazendo lembrar os “monárquicos! A não ser o nosso Afonso Costa o resto não vale dois caracóis” ; e espanto com a forma como decorreu uma visita de cumprimentos a Manuel de Arriaga, eleito primeiro Presidente da República. Refere então que “saímos de lá furiosas e com imensa tristeza” pelos comentários proferidos acerca das mulheres, concluindo que “quando numa visita tão banal o homem fez assim uma péssima figura calcule-se o que será em coisas que requerem raciocínio e bom senso!”.

O valor destes escassos testemunhos é tanto mais precioso quanto Beatriz Ângelo, ao contrário das feministas suas contemporâneas, não enveredou pela escrita, fazendo adensar sobre si o manto de silêncio. Este só em parte se quebrou com as entrevistas que concedeu nos meses de Abril e Maio, em resultado da excessiva exposição pública enquanto sufragista.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

[0326.] PAULO GUINOTE // FERNANDO SCHWALBACH

* VÍCIOS... HÁ 100 ANOS *

[04.03.2011]

[0325.] MARIA VELEDA [XVI] || 09/02/1908

* O REGICÍDIO *

Artigo de Maria Veleda publicado no jornal Vanguarda a 9 de Fevereiro de 1908, uma semana após o Regicídio.

Texto incómodo, contundente e polémico, provavelmente a imprensa e restante comunicação social dos nossos dias não o publicaria porque... politicamente incorrecto: "Morreu um rei? Antes ele de que um Homem! // Os reis porque os embalsamam, são inúteis até na morte. Mas os homens, na eterna decomposição da matéria, vão dar vida aos vermes e colorir o seio perfumado das rosas!"  

[Vanguarda || 09/02/1908]

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

[0324.] CAROLINA BEATRIZ ÂNGELO || RECIBO DE UMA CONSULTA

* EXPOSIÇÃO CAROLINA BEATRIZ ÂNGELO || MUSEU DA GUARDA || 24 DE JUNHO DE 2010 *

[Recibo de uma Consulta passado por Carolina Beatriz Ângelo]
[Cedido pelo Dr. Jorge Fagundes - recuperado pelo Museu da Guarda]

Quando em 2009 a Directora do Museu da Guarda, Dulce Helena Pires Borges, pensou e avançou para a Exposição dedicada à figura de Carolina Beatriz Ângelo, foram de imediato  estabelecidos contactos com o único neto, o advogado Jorge Humberto Fagundes [03.10.1936 - 06.07.2010], nascido exactamente 25 anos depois do falecimento da avó, no sentido de associar a família ao evento e recuperar eventuais objectos e documentos da médica feminista e republicana.

Recebidos de forma hospitaleira e informal no seu consultório, na Rua Braamcamp, o Dr. Jorges Fagundes, embora já doente, acolheu entusiasmado a homenagem que se preparava à primeira sufragista portuguesa, prontamente disponibilizou o único bem material que detinha da sua avó - o recibo de uma consulta médica -, contou episódios de família e aderiu à colaboração com um texto mais pessoal a integrar no Catálogo da Exposição.

Infelizmente, o agravamento do estado de saúde não permitiu tornar realidade o desejo de assistir à inauguração da Exposição, ocorrida a 24 de Junho de 2010, nem dar o seu insubstituível contributo ao Catálogo, acabando por falecer a 6 de Julho.

Espera-se que o avivar da memória de Carolina Beatriz Ângelo e o impacto da Exposição no âmbito das Comemorações do Centenário da República proporcionem a redescoberta e mostra de  eventual património da médica que o tempo se encarregou de ocultar.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

[0323.] CAROLINA BEATRIZ ÂNGELO // 1911

[Fotografia restaurada por João Pena Fonseca e cedida por Dulce Helena Pires Borges]

Fotografia de Carolina Beatriz Ângelo restaurada pelo Museu da Guarda aquando da Exposição por si organizada no segundo semestre de 2010.

[0322.] CAROLINA BEATRIZ ÂNGELO || FOTOGRAFIA RESTAURADA POR JOÃO PENA FONSECA

[1911]
[Fotografia restaurada por João Pena Fonseca e cedida por Dulce Helena Pires Borges]

Fotografia de Carolina Beatriz Ângelo restaurada pelo Museu da Guarda aquando da Exposição dedicada a esta republicana e sufragista guardense [24.06.2010 a 31.12.2010].

[0321.] ELZIRA DANTAS MACHADO [III] + Rita Dantas Machado

Museu Bernardino Machado / Vila Nova de Famalicão
 Fina d'Armada -
Homenagem a Elzira Dantas Machado e a Rita Dantas Machado

A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, o Museu Bernardino Machado e a CIVITAS BRAGA - Associação para a Defesa e Promoção dos Direitos dos Cidadãos organizam, no próximo dia 28 de Fevereiro de 2011, pelas 16:30 horas, no Museu Bernardino Machado, em Vila Nova de Famalicão, uma homenagem a Elzira Dantas Machado e a Rita Dantas Machado.

Programa
- Apresentação do livro As mulheres na Implantação da República, da autoria de Fina D’Armada, pela Mestre Adília Fernandes - Conferência As Mulheres na República, pela historiadora Fina D'Armada, autora do livro "As Mulheres na Implantação da República" - Depoimento do neto e filho das homenageadas - Dr. Manuel Sá Marques - Homenagem a Elzira Dantas Machado (mulher de Bernardino Machado) e a sua filha Rita Dantas Machado, destacadas activistas da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas e dos Direitos das Mulheres - Momento musical, pelos alunos da fundação Castro Alves/CCM/ARTAVE.

Câmara Municipal V.N. de Famalicão
Museu Bernardino Machado
Civitas Braga Associação da Defesa e Promoção dos Direitos dos Cidadãos
-----------------------------------------------------------------------------
As Mulheres na Implantação da República

Homenagem às mulheres republicanas, Elzira Dantas Machado e sua filha Rita Dantas Machado, ligadas ao Município de V. N. de Famalicão, por laços familiares e pelo coração. A homenagem, ocorrerá na sessão de apresentação do livro de Fina D’Armada, “As Mulheres na Implantação da República,” no próximo dia 28 de Fevereiro, às 16h30, no Museu Bernardino Machado.
Rita Dantas Machado
Todas as razões justificam que prestemos a nossa gratidão e admiração por estas duas mulheres, que se distinguiram durante a I Republica, na promoção dos Direitos Cívicos e Políticos das mulheres Portuguesas.

Elzira Dantas Machado, mulher de Bernardino Machado, teve um papel activo e preponderante na criação da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, bem como na Associação de Propaganda Feminista, na Caixa de Auxílio aos Estudantes Pobres do Sexo Feminino e na Cruzada das Mulheres Portuguesas, as quais desempenharam um papel relevante na defesa da cidadania e do feminismo. Elzira Dantas Machado acompanhou sempre o marido no seu percurso profissional e político. Com ele passou horas felizes em Rorigo Calendário, em Vila Nova de Famalicão acompanhados dos seus filhos. Viveu treze anos amargurados no exílio, escrevendo, em La Guardia o livro de “Contos para os Meus Netos”.

Rita Dantas Machado, filha de Elzira e Bernardino, foi entre 1909 e 1911, das principais activistas das Associações Femininas, tendo desempenhado cargos (secretária e tesoureira) na Liga Republicana das Mulheres Portuguesas e na Associação de Propaganda Feminista; integrou o primeiro Núcleo de Feministas que pugnaram pelo sufrágio feminino.

São estas duas mulheres e feministas que pretendemos evocar e resgatar do esquecimento público. Os laços de sangue e afecto que as ligam ao município de V.N. de Famalicão justificam que esta homenagem ocorra em Famalicão e, em particular no Museu Bernardino Machado.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

[0317.] RITA DANTAS MACHADO [SÁ MARQUES] [III]

Evocação do Aniversário

[0316.] ELZIRA DANTAS MACHADO [II] + Rita Dantas Machado

Museu Bernardino Machado / Vila Nova de Famalicão

Homenagem a Elzira Dantas Machado Rita Dantas Machado Sá Marques

Comemorações do Centenário da República

As Mulheres na República

28 Fevereiro, 16h30 - Museu Bernardino Machado

Conferência, As Mulheres na República, pela historiadora Fina d’Armada

(autora do Livro “As Mulheres na Implantação da República”)

Homenagem a Elzira Dantas Machado (mulher de Bernardino Machado) e sua filha, Rita Dantas Machado, destacadas activistas da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas e dos Direitos das Mulheres

Depoimento do neto e filho das homenageadas – Dr. Manuel Sá Marques

Momento musical pelos alunos da Fundação Castro Alves / CCM/ARTAVE

Município de Vila Nova de Famalicão

Museu Bernardino Machado

Civitas Associação para a Defesa e Promoção dos Direitos dos Cidadãos


Infelizmente, por motivos profissionais da minha actividade enquanto docente, não poderei estar presente nesta justa e tão louvável homenagem a duas lutadoras merecedoras de todo o nosso reconhecimento. Aqui vai um abraço fraterno ao neto e filho, Dr. Manuel Sá Marques, incansável na preservação e divulgação dos seus legados, e a Fina d'Armada, outra incansável batalhadora na reconstrução da memória histórica republicana.

[0315.] A Educação não é uma aventura

ENSANDECERAM!

A Avaliação não pode ser transformada numa aventura ou birra ministerial consoante a vontade de burocratas acríticos e refastelados nas suas cadeiras de poder efémero.