[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

[0311.] VITÓRIA PAIS FREIRE DE ANDRADE MADEIRA [V] || 05/01/1927

* 5 DE JANEIRO DE 1927 *

Vitória Pais Madeira representa a revista Educação Social no Congresso das Escolas e Bibliotecas de Estudos Sociais, realizado no Porto.

[0310.] VIRGÍNIA QUARESMA [II]

[05.01.1907]

O “Jornal da Mulher” insere um texto de Virgínia Quaresma sobre Cláudia de Campos. Para além das referências literárias à sua obra, lembra que "é uma feminista sincera, e as suas convicções como tal não estão somente definidas nos artigos que tem escrito sobre o feminismo, arquivados no seu livro ‘Mulheres’. Poucas pessoas conhecemos que se tenham tão conscienciosamente compenetrado da missão sublime que está reservada à mulher inteligente e educada para a luta pela vida." [“Jornal da Mulher - Crónica literária - D. Cláudia de Campos”, c/fot., O Mundo, col. 2]

[0309.] CONSELHO NACIONAL DAS MULHERES PORTUGUESAS [XV] || 04/01/1925

* 04 DE JANEIRO DE 1925 *

Realiza-se no dia 4 de Janeiro de 1925 a assembleia-geral do CNMP, presidida por Vitória Pais Madeira e secretariada por Elisa Lima e Maria do Céu Branquinho:

"Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas

No dia 4 de Janeiro do corrente ano realizou-se a assembleia-geral anual do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas em presença de numerosas consócias.

Tomou a presidência sr.ª D. Vitória Pais Madeira, secretariada pelas sr.as D. Elisa Lima e D. Maria do Céu Branquinho. A ilustre presidente antes de abrir a sessão, pronunciou algumas palavras cheias de entusiasmo e de esperança de um futuro risonho, não muito longínquo, para o feminismo português. Fez referências à maneira brilhante e elevada como decorreu o primeiro con-gresso feminista português organizado pelo Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas e que constituiu um grande passo dado para a conquista de algumas reivindicações feministas que ainda não foram concedidas à mulher portuguesa. O congresso foi a melhor prova do que a mulher podia dar da sua capacidade e espera que outras manifestações se seguirão.

Entrando-se no período antes da ordem do dia a Dr.ª Adelaide Cabete informa que no próximo mês de Maio se realizará em Washington um congresso internacional feminista promovido pelo Conselho Internacional das Mulheres e que já recebera um cativante pedido para comparecer naquela grande reunião, tencionando aceitar. Informa depois do estado de desenvolvimento do Conselho português e do seu trabalho durante o ano findo que foi verdadeiramente honroso marcando uma bela página na história do feminismo.

Lembrava que seria de grande conveniência promover-se no próximo mês de Maio a Semana Feminista que consistiria na realização de 7 conferências feministas por 7 senhoras e terminou propondo um voto de louvor à imprensa de Lisboa pelo auxílio prestado ao Conselho e outro às dignas tesoureiras. 

Estas propostas foram aprovadas com entusiasmo por toda a assembleia. 

Passaram-se a ler os relatórios da secretária-geral, das tesoureiras e das presidentes das secções de moral, imprensa, biblioteca, higiene que foram aprovados. Entrando-se na ordem do dia procederam-se às eleições que deram o seguinte resultado:

Assembleia Geral
Presidente, D. Vitória Pais Madeira; Vice-presidente, Dr.ª Célia Leite e D. Adelaide Carvalho; 1.ª Secretária, D. Berta Garção; 2.ª Secretária, D. Sara Schultz; 1.ª Suplente, D. Regina Santos; 2.ª Suplente, D. Céu Branquinho.

Direcção
Presidente, Dr.ª Adelaide Cabete; Vice-presidente, D. Luz Pereira e Silva; Secretária do exterior, D. António Laclaud; Secretária interior (actas), D. Domingas Amaral; Secretária interior (correspondência), D. Rosalina Simões; Secretária interior (arquivista), D. Dinah Santos Lima; Secretária interior (bibliotecária), D. Ema Paiva Rua; Secretária interior (adjunta), D. Maria José Ramos Sousa; Tesoureira, D. Elisa Santos Lima; vogais, D. Cipria-na Nogueira, D. Fernanda Pimentel, D. Rita Silva, D. Benedita de Sá, D. Irene Duarte, D. Josefina Ribeiro, Dr.ª Laura Leite, D. Celeste Pinto Moniz, D. Maria Leonarda Costa, Dr.ª Laura Côrte Real, D. Caetana de Almeida, D. Sarah Beirão, D. Mariana de Assunção Silva, D. Amélia Trigueiros e Dr.ª Teresa Leitão de Barros.

Conselho Fiscal
Presidente, D. Persina de Vasconcelos; Relatora, D. Maria Emília Gonçalves; Secretária, D. Ofélia Carvalho Gonçalves; Suplentes, D. Eulália Lino da Silva, D. Júlia Paiva, D. Luísa Gouveia Pinto.

Presidentes de Secções
Assistência social, D. Maria O’Neill; Educação, D. Deolinda Lopes Vieira; Finanças, D. Elisa Lima; Higiene, Dr.ª Célia Leite; Moral, D. Angélica Porto; Beneficência, D. Rosa Pereira; Propaganda, D. Albertina Gamboa; Sufrágio, D. Vitória Pais Madeira; Imprensa, Dr.ª Adelaide Cabete; Paz, D. Fábia Ochôa; Emigração e imigração, D. Rosalina Simões; Legislação, Dr.ª Aurora Gouveia."

[Alma Feminina, 1.º trimestre de 1925, p. 8]

[0308.] CONSELHO NACIONAL DAS MULHERES PORTUGUESAS [XIV] || 04/01/1923

* 04 DE JANEIRO DE 1923 *

Realiza-se a 4 de Janeiro de 1923 a assembleia-geral do CNMP, para aprovação dos relatórios e eleição dos corpos gerentes. É presidida por Albertina Gamboa e secretariada por Irene Duarte e Eulália Lino da Silva:


"Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas - Assembleia-Geral


No dia 4 de janeiro último reuniu-se a Assembleia-Geral da nossa colectividade para leitura de relatórios, pareceres e eleições, com grande concorrência de associadas que assim bem demonstram a sua dedicação pela causa feminista.

Às 17 horas, na ausência da Ex.ma presidente da Assembleia-Geral, abriu os trabalhos a sr.ª D. Albertina Gamboa, secretariada pelas sr.as D. Irene Duarte e D. Eulália Lino da Silva.

Lido o expediente, passou-se à leitura dos relatórios da Direcção e presi-dentes de secções, que em seguida publicamos, para conhecimento das leitoras e que foram apro-vados.

Em seguida a sr.ª D. Albertina Gamboa usando da palavra propõe um voto de louvor à presidente do Conselho D. Adelaide Cabete, pelo seu trabalho, dedicação e esforço pela causa feminista e desenvolvimento da nossa agremiação. Foi aprovado. A Dr.ª Adelaide Cabete agradecendo o voto de louvor lembra que ele deve ser extensivo a todas as senhoras que a acompanharam, nada poderia ter feito de útil e prático sem a sua dedicação, tendo palavras elogiosas para a imprensa da Capital, pelo auxílio prestado ao Conselho, propõe um voto de louvor à imprensa que foi aprovado por unanimidade. O jornal O Século estava representado por um dos seus redactores.

Procedendo-se às eleições para os corpos gerentes que devem funcionar no próximo ano 1923, deu o seguinte resultado:


Assembleia Geral – Presidente, Vitória Pais Madeira; Vice-Presidente, Maria Emília Ferreira; 1.ª Secretária, Maria Luísa Amaro; 2.ª Secretária, Irene Duarte; 1.ª Suplente, Celeste Pinto Moniz; 2.ª Suplente, Luísa Gouveia Pinto.


Direcção – Presidente, Dr.ª Adelaide Cabete; 1.ª Vice-Presidente, Maria da Luz Pereira e Silva; 2.ª Vice-Presidente, Maria Amália Baptista Ferreira; Secretária do exterior, Antónia Laclaud; Secretária do Interior, actas, Domingas L. Amaral; Secretária do Interior, arquivista, Rosa Pereira; Secretária do Interior, adjunta, Maria José Ramos de Sousa; Tesoureira, Elisa Lima; Vogais, Josefina Ribeiro, Benedita Sá, Ema Rua, Cipriana Nogueira, Angélica Porto, Rita Silva, Amélia Trigueiros, Albertina Gamboa.


Conselho Fiscal – Presidente, Persina de Vasconce-los; Relatora, Maria Emília Gonçalves; Secretária, Etelvina Silva; Suplentes, Nazaré Ferreira, Aurora Pinheiro.


Presidentes de Secções – Assistência Social, Maria O’Neill; Beneficência, Amélia Trigueiros; Biblioteca, Ema Rua; Educação, Deolinda Lopes Vieira; Emi-gração, Rosalina Simões; Finanças, Elisa Lima; Higiene, Dr.ª Branca Lopes; Imprensa, Dr.ª Ade-laide Cabete; Legislação, Dr.ª Laura Côrte Real; Moral, Angélica Porto; Paz, Adelaide Carvalho; Propaganda, Albertina Gamboa; Sufrágio, Fábia Arez.


Relatório da Direcção


Um ano social terminou e um novo ano vai começar.

Quanto àquele que finda eu devo dizer às nossas consócias que ele se caracterizou, principalmente, pelo número grande de senhoras que aderiram à nossa causa, vindo assim engrossar as nossas fileiras.

Devemos atribuir este facto à grande propaganda desenvolvida não só pela Direcção que finda o seu mandato, mas também ao esforço individual de algumas consócias que assim bem merecem da nossa consideração e estima. 

A revista Alma Feminina, órgão do nosso Conselho, continua mantendo o seu carácter doutrinário que desde o seu início mantém e que é bem conhecido de todas as senhoras que a lêem.

Quanto ao trabalho das secções, algumas delas ficaram inactivas pela força das circunstâncias, embora as suas presidentes empregassem todos os seus esforços para bem desempenhar a sua missão, outras alguma coisa fizeram e, em relatórios que vão ser lidos, se fará o resumo dos seus trabalhos.

Alguma coisa de útil se fez a bem da Humanidade e da Mulher em particular.

Foi nossa intenção realizar uma grande sessão feminista, comemorando o nosso aniversário e ao mesmo tempo ventilar mais uma vez os princípios feministas, mas não nos foi possível levá-la a efeito em 1922, pelo qual ela deverá realizar-se em 1923 no próximo dia 18 de Março.

Sobre as relações com o exterior, foram elas caracterizadas pela mais franca e leal camaradagem com o Conselho Internacional e com os restantes Conselhos Nacionais que sempre enviaram à nossa associação os seus anuários e quaisquer outras publicações vindo enriquecer a nossa biblioteca e me apraz verificar o número crescente das suas obras.

Muitas revistas estrangeiras, quase todas órgãos de Conselhos, são recebidas e as consócias poderão lê-las na sede, que muito as interessará!

As dificuldades financeiras que o País atravessa vêm dificultar a nossa missão, e, principalmente, a nossa situação perante o tesouro federal.

Recebemos há tempos 16 livros contendo os relatórios dos trabalhos realizados em Haia, na reunião das comissões do Conselho Internacional que o nosso Conselho terá de vender afim de auxiliar a federação, devendo eu dizer que julgo de grande utilidade a sua aquisição por parte das consócias.

Ao terminar eu quero fazer ardentes votos por um maior desenvolvimento do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas e que, muito em breve, venha ele a ser uma instituição de utilidade pública.

Há muito a fazer e dentro do vasto programa que nos propusemos cumprir e por isso eu peço a todas as senhoras que se inscreveram no Conselho que olhem para ele com carinho, que façam propaganda do seu nome e dos seus fins que isso representa um grande auxílio à causa da Mulher.


Relatório da Comissão de Higiene


A Comissão de Higiene, durante o ano de 1922 limitou-se a publicar na nossa revista Alma Feminina artigos contra o alcoolismo, artigos esses, tirando a parte que nos cabe por serem nossos, foram bem apreciados pela oportunidade, princi-palmente.

Tivemos o prazer de ver que a nossa campanha, junta com algumas outras iniciativas de origem diversa teve repercussão no próprio Parlamento, onde o senador sr. Ferreira de Simas apre-sentou um projecto de lei, combatendo o alcoolismo e que já foi devidamente criticado na Alma Feminina.

É intenção nossa não abandonarmos este tema, nem deixar enfraquecer a campanha, que segundo o nosso parecer, alguma coisa de útil tem produzido.

Neste ano que vai começar, talvez a propaganda pela conferência e com projec-ções seja iniciada para assim melhor cumprirmos a sagrada missão de salvar a Humanidade de um dos seus maiores flagelos o Alcoolismo.

A nossa campanha é de um tão largo alcance social e de um tão grande benefício que nós ousamos solicitar a todas as nossas consócias que nunca percam qualquer momento para dar combate ao flagelo que tanto nos preocupa.

A luta antialcoólica deve-se fazer pela conferência, pela escrita, pela conversa, pelos conselhos, enfim por todos os meios ao alcance da mulher que, de resto, é a principal vítima.

Ela própria é vítima como o homem, é vítima ainda porque vê perderem-se nesse vício, o marido, o filho, o pai, o irmão.

Porque não há-de ela defender-se?

Contamos com a sua dedicação e com a sua boa vontade.

Ao terminar fazemos votos para um novo ano social todo cheio de prosperidades.


Relatório da Comissão de Imprensa


Em face da letra dos nossos estatutos a comissão de imprensa vem perante a assembleia do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas expor qual foi o seu trabalho durante o ano de 1922.

Trabalhou com entusiasmo, pode-se dizer sem receio, basta a publicação periódica da Alma Feminina para atestar o que afirmamos. As dificuldades de ordem gráfica que tivemos de vencer foram grandes, embora elas fossem previstas, dadas as precárias condições financeiras em que se debate a nossa querida Pátria. E apesar de tudo a nossa revista publica-se sempre, de 2 em 2 meses, embora contra nossa vontade por a querermos mensal, fez progressos na sua tiragem, aumentou o número das permutas, principalmente com revistas estrangeiras, continuou publicando fotografias das mais ilustres feministas acompanhadas de alguns dados biográficos, foram também publicados vários artigos sobre propaganda feminista, moral, educação e muito principalmente, sobre o alcoolismo.

A pedido da comissão conseguiu-se que os jornais diários de Lisboa fizessem referências à Alma Feminina quando ela dava entrada nas suas redacções. No referente à publicidade no estrangeiro, por intermédio da Comissão de imprensa as revistas estrangeiras, La Française de Paris, L’International Femenin de Bruxelas, The Catholice Citizen de Londres, Ativitta Femininle Social, de Roma, Nylaende, de Kristiania publicaram a seguinte notícia: “Uma mulher foi nomeada tesoureira interina pela municipalidade de Alvaiazer. // O segundo Congresso das classes marítimas, após uma larga discussão sobre a sindicalização das mulheres na indústria marítima aprovou: 1.º a adopção do princípio a trabalho igual, salário igual; 2.º organização em sindicato das mulheres que trabalham na indústria marítima; 3.º execução da lei de protecção às mulheres e às crianças.

O Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas festejou no mês de Outubro o aniversário da sua fundação, e a revista feminina, Alma Feminina, órgão do mesmo Conselho, mantém uma campanha contra o alcoolismo”.

Devemos acrescentar que, desta notícia, só a parte referente à comemoração do nosso aniversário não foi cumprida este ano.

Queremos destacar a Revista Feminina de S. Paulo, Brasil, que nos deu a honra de transcrever o nosso artigo sobre M.me Henni Forchamer, Luiza Capetilo e M.meAvril de Sainte-Croix. Quanto a trabalhos futuros podemos já anunciar que ela passará a publicar mais uma gravura sobre mulheres que se tenham distinguido e imposto à consideração e admiração públicas, pelo seu trabalho, pela sua sabedoria e devido à gentil oferta do ilustre feminista e educador sr. Luiz Leitão. Mais nada nos resta levar ao conhecimento do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, aproveitamos a ocasião para agradecer a todos que nos ajudaram e fazemos votos para que o novo ano social seja de muito progresso e de grande desenvolvimento.


Relatório da Comissão da Biblioteca


Em fins de 1921, foi publicada uma nota na Alma Feminina para conhecimento de todas as associadas no Conselho Nacional das Mulheres, que na sede da organização ia organizar-se uma biblioteca feminista para uso exclusivo das sócias.

Logo em 1921 se começaram a registar ofertas de sócias e amigos do Conselho, ao mesmo tempo que os relatórios e folhetos publicados pelos Conselhos Nacionais davam entrada na Biblioteca.

Assim, já nós podemos ter o prazer de levar ao conhecimento das consócias que contamos para cima de 200 volumes, e alguns deles de valia.

Em vários números da mesma revista se têm publicado as listas de ofertas e por elas se podem ver os livros da nossa colecção.

É intenção fazer este ano o catálogo, abrir o gabinete de leitura às sócias e esperamos que haverá interesse.

Não podemos deixar de solicitar às nossas amigas que continuem a oferecer alguns exemplares de livros ou revistas para a nossa biblioteca afim de podermos com mais facilidade levar a bom fim um dos números do programa feminista.

Nem mesmo a nossa missão era completa se não tivéssemos organizado a biblioteca.

Nunca é demais facilitar a aquisição de conhecimentos úteis.

Se não cuidarmos do desenvolvimento intelectual da Mulher, como poderá ela influir na vida social?

Como poderá ela ser boa mãe, boa esposa ou boa filha se não sabe quais são os seus deveres?

Ex.mas consócias, ao lerdes estas palavras lembrai-vos que há uma legião de mulheres que vivem nas trevas e a quem se torna necessário dar a instrução precisa para elas serem um elemento útil à sociedade.

Oferecer livros para uma biblioteca, equivale a lançar uma pedra no grande edifício que é o desenvolvimento da instrução."


[Alma Feminina, n.º 1 e 2, Janeiro e Fevereiro de 1923, pp. 5-10]


[0307.] AURORA TEIXEIRA DE CASTRO [II]

[04.01.1917]

Artigo de Aurora de Castro e Gouveia no jornal A Montanha: “Educação Cívica”.

[0306.] Educação Feminina

[04.01.1909]

O “Jornal da Mulher” pronuncia-se sobre “As mulheres nas Escolas Superiores” [O Mundo, p. 4, cols. 1-2].

[0305.] ASSOCIAÇÃO FEMININA DE PROPAGANDA DEMOCRÁTICA [VII] || 03/01/1916

* 03 DE JANEIRO DE 1916 *

O Século noticia que “No Centro Democrático realizou-se anteontem a sessão inaugural da Associação Feminina de Propaganda Democrática” [p. 2, col. 6].

[0304.] Liga Republicana das Mulheres Portuguesas

 [03.01.1911]

Assembleia-geral da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas.

[0303.] Liga Republicana das Mulheres Portuguesas

[02.01.1911]

A Liga Republicana das Mulheres Portuguesas entrega o dinheiro recolhido a favor das vítimas da revolução de 5 de Outubro (77$425 réis).

[0302.] LUCINDA TAVARES / 02.01.1910

[02.01.1910]

Lucinda Tavares profere, na sede do Grupo Republicano Tomás Cabreira, uma conferência sobre “A mulher e a sua missão como educadora”, onde acentua que "à mulher compete educar os seus filhos no sentido de lhe dar a instrução mais completa possível para bem da sociedade" [“Pela Instrução - No Grupo Republicano Tomás Cabreira”, O Mundo, 03/01/1910, p. 2, col. 1].

[0301.] ASSOCIAÇÃO FEMININA DE PROPAGANDA DEMOCRÁTICA [VI] || 01/01/1916

* 01 DE JANEIRO DE 1916 *

Sessão inaugural da Associação Feminina de Propaganda Democrática realizada no Centro Republicano Democrático. 

Maria Veleda expõe os motivos da sua constituição.

[0300.] Sufrágio Feminino

[01.01.1911]

Artigo de Luís de Almeida Nogueira, no jornal O Radical, sobre “O sufrágio feminino na República Portuguesa”:

"O sufrágio feminino na República Portuguesa

Até hoje, não se tem saído, entre nós, da propaganda jornalística, ou do livro, e duma ou outra rara conferência. É necessário seguirmos o exemplo das outras nações: da França, América, Inglaterra, Alemanha, Suécia...

Desejaríamos ver a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas iniciar em Portugal uma propaganda activa e permanente do sufrágio feminino, a exemplo do que fazem as associações feministas estrangeiras. Todos esses grupos sufragistas organizam, a par das conferências e dos artigos de jornais, a propaganda por meio de folhas volantes elucidativas e enérgicas, e por meio de grandes cartazes, e ainda de bilhetes postais com alegorias."
[O Radical, p. 2, col. 2]

[0299.] MARIA VELEDA [XV] || 01/01/1907

* 01 DE JANEIRO DE 1907 *


A Vanguarda publica o discurso proferido por Maria Veleda na Caixa Económica Operária no âmbito das comemorações do 8.º aniversário do Grémio Excursionista Civil do Monte [Associação fundada em Lisboa, em 1898, estando associada à Maçonaria]: “Missão educativa” [p. 5, cols. 1-3].

[0298.] Divórcio

[31.12.1909]

O ‘Jornal da Mulher’ pronuncia-se sobre “A lei do divórcio” [O Mundo, p. 5, cols. 1-3].

[0297.] CONSELHO NACIONAL DAS MULHERES PORTUGUESAS [XIII] || 30/12/1928

* 30 DE DEZEMBRO DE 1928 *

Realiza-se a 30 de Dezembro de 1928 a Assembleia-Geral do CNMP, presidida por Deolinda Lopes Vieira e secretariada por Tetralda Teixeira de Lemos e por Maria do Céu Branquinho:

"Assembleia Geral do ‘Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas’

Aos 30 de Dezembro de 1928 reuniu-se a Assembleia Geral do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas sob a presidência da sr.ª D. Deolinda Lopes Vieira e secretariada pelas sr.as D. Tetralda Teixeira de Lemos e D. Maria do Céu Branquinho.

A sr.ª presidente ao abrir a sessão pronunciou algumas palavras cheias de entusiasmo pela marcha das ideias feministas e faz ardentes votos para que o ‘Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas’ continue mantendo aquela linha de conduta que de todos é conhecida.

Lida a acta da sessão anterior foi aprovada.

O expediente que foi lido constava de uma carta da consócia D. Maria Luísa Amaro pedindo desculpa da sua não comparência e de um telegrama da consócia D. Julieta Carvalho, de Moura, saudando o Conselho.

Antes da ordem do dia usou da palavra a dr.ª Adelaide Cabete, presidente da direcção que lembrou à assembleia o compromisso tomado pelo Conselho de realizar um congresso feminista luso-espanhol, em Lisboa, no ano de 1930, pelo que era necessário começar a trabalhar nesse sentido dado a grande responsabilidade que daí advém. Foi resolvido que a nova direcção encetasse os trabalhos respectivos.

Continuando no uso da palavra aquela senhora disse também que os estatutos do Conselho precisavam de ser renovados e adaptá-los à situação em que actualmente vive, e afirmou mais que é necessário voltar à propaganda falada, fazer conferências etc. Para efectivação desta ideia, propôs que se nomeasse duas comissões assim constituídas, uma composta das Dr.as Elina Guimarães, Maria Amélia de Matos e Tetralda Teixeira de Lemos para rever os estatutos e a outra composta pelas sr.as D. Sara Beirão, D. Angélica Porto e dr.ª Elina Guimarães para elaborar o plano de conferências feministas. Estas duas propostas foram aprovadas.

Finalmente a mesma senhora referiu-se que a imprensa tem sido gentil para com o Conselho aceitando sempre as notícias que lhe envia pelo que propôs um voto de saudação à imprensa de Lisboa. Aprovado por aclamação. 

Entrando-se na ordem do dia, 1.ª parte, procedeu-se à leitura dos relatórios e contas que foram aprovados.

Entrando-se na 2.ª parte da ordem do dia, eleições, feito o escrutínio deu o resultado seguinte:

Direcção
Presidente: Dr.ª Adelaide Cabete.
Vice-presidentes: Dr.ª Elina Guimarães e D. Angé-lica Porto.
Secretária geral: Dr.ª Tetralda Teixeira de Lemos.
Secretária do interior: Dr.ª Nídia Neto Ferreira.
Secretária do exterior: D. Antónia Laclaud Gonçal-ves da Silva.
Secretária das actas: D. Beatriz Magalhães.
Tesoureira do interior: D. Maria Leonarda Costa.
Tesoureira da província: D. Rosa Pereira.
Tesoureira da revista: D. Maria do Céu Branquinho.
Tesoureira adjunta: D. Adelaide Santos.
Vogais: D. Berta Garção, M.me Zoé Pereira, D. Josefina Ribeiro, D. Cipriana Nogueira, D. Caetana de Almeida, D. Rita das Dores Silva, D. Fernanda Pimentel, D. Fábia Ochôa, D. Mariana Silva, D. Maria Luísa Amaro, D. Alexandrina Mourato Vermelho, D. Maria Lopes Marques e D. Maria Gertrudes Amarante.

Assembleia-Geral
Presidente: D. Sara Beirão.
Vice-presidente: D. Aurora Fernandes da Silva.
Secretárias: Dr.ª Noémia Neto Ferreira e D. Hercília Rocha.
Suplentes: D. Irene Duarte, D. Ema Rua e D. Luísa Gouveia Pinto.

Conselho Fiscal
Presidente: D. Albertina Gamboa.
Relatora: D. Celeste Pinto Moniz.
Vogais: D. Amélia Trigueiros, D. Maria Santos, D. Maria Ferraz e D. Alice Taveira Martins de Sousa.

Presidentes de Comissões
Paz: D. Branca de Gonta Colaço.
Sufrágio: Dr.ª Elina Guimarães.
Assistência social: D. Maria O’Neill.
Higiene: Dr.ª Cristina da Cunha.
Moral: D. Angélica Porto.
Educação geral: Dr.ª Teresa Leitão de Barros.
Educação infantil: D. Deolinda Lopes Vieira.
Finanças: Dr.ª Maria Amélia Matos.
Emigração: Dr.ª Alexandra Carvalho de Araújo.
Imprensa: Dr.ª Adelaide Cabete.

*
Relatório da Direcção de 1928

Durante o ano de 1928 o Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas prosseguiu nos seus trabalhos feministas tendo reunido com regularidade duas vezes por mês para apreciação do expediente e tendo-se mantido em correspondência com as associações similares estrangeiras.

Pelo Conselho foi em Fevereiro entregue ao Ministro do Interior uma representação contra um projecto que suprimia o lugar de enfermeira, até então obrigatório, nos barcos que transportam um certo número de emigrantes portugueses. Essa reclamação foi atendida, não tendo a referida supressão sido levada por diante.

O facto marcante para 1928 não só na história do Conselho como do feminismo português foi sem dúvida alguma o segundo Congresso Feminista que no mês de Junho se realizou em Lisboa. A forma brilhante como ele decorreu está certamente ainda bem viva no espírito de todos não sendo portanto necessário fazer aqui o seu relatório pormenorizado, tanto mais que esse relatório deverá ser publicado na ‘Alma Feminina’. Foi sem dúvida alguma uma bela manifestação de que nos podemos orgulhar e que muito deverá ter contribuído para a difusão das nossas ideias.

Em Novembro, comemorando a semana da paz, a Ex.ma Sr.ª D. Maria O’Neill efectuou, por iniciativa do Conselho, uma notabilíssima conferência sobre a Paz Universal.

A vice-presidente, Elina Guimarães.»

[Alma Feminina, n.º 1, Janeiro e Fevereiro de 1929, pp. 3-5]

[0296.] CONSELHO NACIONAL DAS MULHERES PORTUGUESAS [XII] || 30/12/1926

* 30 DE DEZEMBRO DE 1926 *

Realiza-se a 30 de Dezembro de 1926 a assembleia-geral do CNMP, para aprovação dos relatórios e contas e eleição dos corpos gerentes. É presidida por Berta Garção, secretariada por Maria Leonarda Costa e Fernanda Pimentel:

"Assembleia-Geral do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas


Aos trinta dias de Dezembro de 1926 reuniu-se o Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas em assembleia-geral para leitura e discussão dos rela-tórios das várias secções e eleição dos corpos gerentes para o ano de 1927. Era numerosa a assistência de sócias e tomou a presidência a sr.ª D. Berta Garção secretariada pelas sr.as D. Maria Leonarda Costa e D. Fernanda Pimentel. 

Lida a acta da sessão anterior foi aprovada sem quaisquer reclamações. Seguidamente foi lido o expediente destacando-se um ofício da Aliança internacional Feminista, solicitando a oferta de uma bandeira nacional para ser arvorada em todas as sessões de carácter internacional e por proposta da Dr.ª Adelaide Cabete foi resolvido abrir uma subscrição entre as sócias para que um maior número de senhoras possa contribuir para uma tão bela manifestação de patriotismo.

A assembleia recebeu com carinho este pedido, tendo sido nomeada uma comissão composta das sr.as D. Maria Leonarda Costa, D. Maria do Céu Branquinho e D. Rosa Pereira para angariarem os donativos e darem execução ao pedido.

Entrando-se na ordem do dia, foram lidos os relatórios das sessões Moral, Legislação, Imprensa, Biblioteca que foram aprovados, bem assim as contas do Conselho e da revista Alma Feminina apresentados respectivamente pelas sr.as D. Maria Leonarda Costa e D. Maria do Céu Branquinho.

Por proposta da sr.ª D. Angélica Porto foi aprovado um voto de louvor às senhoras que elaboraram as teses que foram enviadas ao primeiro congresso abolicionista que se realizou em Portugal e ao iniciador do mesmo congresso Dr. Arnaldo Brazão.

Por proposta da Dr.ª Adelaide Cabete foi aprovado por aclamação um voto de louvor à Imprensa da capital pelo bom e franco acolhimento que sempre tem prestado ao Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas.

Entrando-se na ordem de dia procedeu-se às eleições cujo resultado no próximo número publicaremos."

[Alma Feminina, n.º 2, Março e Abril de 1927, p. 16]

"Corpos gerentes do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas


Direcção
Presidente: - Dr.ª Adelaide Cabete.
Vice-presidente: - Dr.ª Aurora de Castro.
Secretária-geral: - Dr.ª Elina de Guimarães.
Secretária do exterior: - D. Antónia La Claud.
Secretária das actas: - D. Beatriz de Magalhães.
Secretária-adjunta: - D. Madalena Cândido.
Tesoureira geral: - D. Maria Leonarda Costa.
Tesoureira adjunta: - D. Rosa Pereira.
Tesoureira da revista: - D. Maria do Céu Branquinho.
Vogais: - D. Domingas Amaral, D. Albertina Gamboa, D. Josefina Ribeiro, D. Fernanda Pimentel, D. Caetana de Almeida, D. Rita da Silva e D. Sara Beirão.

Assembleia-Geral
Presidente: D. Berta Garção.
Vice-presidente: - D. Aurora Fernandes.
1.ª Secretária: - D. Sara Schultz.
2.ª Secretária: - D. Maria José Ramos de Sousa.
Suplentes: - D. Hercília Rocha, D. Dinah dos Santos Lima, D. Maria Ferraz.

Conselho Fiscal
Presidente: - Elisa Lima.
Vogais: - D. Ofélia Gonçalves, D. Irene Duarte, D. Benedita de Sá, D. Ema Rua.

Presidentes de Secção
Legislação: - Dr.ª Elina Guimarães.
Moral: - D. Angélica Porto.
Educação geral: - Dr.ª Teresa Leitão de Barros.
Educação infantil: - D. Deolinda Lopes Vieira.
Imprensa: - Dr.ª Adelaide Cabete.
Assistência Social: - D. Maria O’Neill.
Higiene: - Dr.ª Cristina Cunha.
Beneficência: - D. Mariana Silva.
Paz: - Dr.ª Adelaide Cabete.
Sufrágio: - Dr.ª Aurora de Castro.
Finanças: - D. Elisa Lima.
Emigração: - Dr.ª Laura Côrte Real."

[Alma Feminina, n.º 3, Maio e Junho de 1927, p. 24]

[0295.] MARIA VELEDA [XIV] || 30/12/1909

* 30 DE DEZEMBRO DE 1909 *

Maria Veleda e outras representantes da Obra Maternal participam, a convite da Junta de Paróquia da Ajuda, numa reunião para discussão da proposta de Fernão Botto Machado sobre a criação de A Casa e o Pão dos Pobres.

[0294.] ANA DE CASTRO OSÓRIO [XVII] || 30/12/1906

* 30 DE DEZEMBRO DE 1906 *

Carolina Presado Rodrigues assina, na Vanguarda, um escrito sobre Ana de Castro Osório, contendo dados biográficos acerca da escritora e sua família: “Mulheres portuguesas - D. Ana de Castro Osório” [p. 5, cols. 1-2].

sábado, 1 de janeiro de 2011

[0293.] JOSÉ AFONSO [I] // ELES COMEM TUDO...

[1963]

José Afonso / Os Vampiros

[...]

"Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada"

[...]

Eles continuam por aí.
Regressaram com outras roupagens.
Adaptaram-se aos novos tempos.
Com maior voracidade.
Só não precisam é de vir pela noite calada, nem com pés de veludo.
Mas chupam o sangue fresco da manada.
Sempre em nome do interesse nacional.

"São os mordomos
Do universo todo
Senhores à força
Mandadores sem lei
Enchem as tulhas
Bebem vinho novo
Dançam a ronda
No pinhal do rei"