[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]

sexta-feira, 2 de abril de 2010

[0063.] LIGA REPUBLICANA DAS MULHERES PORTUGUESAS [XIII] || FERNÃO BOTTO MACHADO [I]

* FERNÃO DO AMARAL BOTTO MACHADO *
[20/07/1865 - 03/11/1924]
 
[Almanaque Republicano, 1908]


Em 2 de Abril de 1912, algumas sócias da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas despedem-se de Fernão Botto Machado na sua partida para o Rio de Janeiro, onde desempenhará o cargo de cônsul-geral.

[0062.] LIGA REPUBLICANA DAS MULHERES PORTUGUESAS [XII] || 02/04/1911

* ASSOCIAÇÃO DO REGISTO CIVIL *

Em 2 de Abril de 1911, a Associação do Registo Civil organiza no Coliseu de Lisboa uma sessão solene comemorativa da entrada em vigor da Lei do Registo Civil. Presidida por Magalhães Lima, anuncia-se que será secretariado por uma representante da LRMP [os relatos da festa não o confirmam].

[0061.] ANA DE CASTRO OSÓRIO [X] || 02/04/1908

[Almanaque Republicano, 1908]

Texto de Ana de Castro Osório publicado no jornal A República em 2 de Abril de 1908: “Por Alto - Os deveres da mulher” [p. 2].

[0060.] ANA DE CASTRO OSÓRIO [IX] || 02/04/1907

* LITERATURA INFANTIL *

O “Jornal da Mulher” de 2 de Abril de 1907 publica um texto de Ana de Castro Osório sobre “Literatura infantil” [O Mundo].

[0059.] ANA DE CASTRO OSÓRIO [VIII] || JEANNE ODDO-DEFLOU [I]

* CARTA A JEANNE ODDO-DEFLOU *


Carta de 2 de Abril de 1907 de Ana de Castro Osório a Jeanne Oddo-Deflou, dirigente do Groupe Français d’Études Féministes, onde lhe solicita o envio do volume Le droit de la mère [dans l’Antiquité] e oferta-lhe, provavelmente, a tradução francesa do livro Às mulheres portuguesas.

[0058.] PENSAMENTO [I] || PORTO

Em 1 de Abril de 1930 começa a ser editada no Porto a revista Pensamento.

[0057.] CRISTINA TORRES DOS SANTOS [II]


Capa do livro de Joaquim Sousa dedicado a Cristina Torres e editado em 1983, no âmbito do 1.º Centenário da cidade da Figueira da Foz (1982).

[0056.] CRISTINA TORRES DOS SANTOS [I]

[Fotografia que ilustra a capa do livro de Joaquim Sousa]
[21/03/1891 - 01/04/1975]

Pouco conhecida enquanto defensora dos direitos das mulheres, sobretudo quando comparada com as contemporâneas, Cristina Torres teve um percurso invulgar, até pelas suas origens modestas, pautando-se, ao longo de toda a vida, por uma sólida coerência e postura cívica. Natural da Figueira da Foz (21/03/1891), filha de Ricardo Torres dos Santos, alfaiate, e de Delfina da Cruz Marques, casou, em 1914, com o jornalista Albano Correia Duque de Vilhena e Nápoles (1894-1963).

Frequentou desde pequena as sociedades operárias, recreativas, educativas, republicanas e maçónicas, festejou nas ruas a implantação da República, tendo militado no Partido Republicano Português, tal como o marido, começou a trabalhar muito nova como costureira e estudou, à noite, na Escola Industrial local. Fundou, em 1911, a Fraternidade Feminina, Associação de Instrução e Beneficência responsável pelo funcionamento de uma escola nocturna para raparigas e, no ano seguinte, com 21 anos, partiu para Coimbra, onde continuou a labutar como modista enquanto estudava no Liceu e, posteriormente, na Faculdade de Letras (anos lectivos de 1916/1917 a 1918/1919), onde concluiu, em Novembro de 1920, o curso de Histórico-Geográficas.

Leccionou, entre 1915 e 1922, em Escolas Móveis de Coimbra e Montemor-o-Velho e, entre Janeiro de 1922 e Julho de 1924, exerceu como professora provisória a docência na Escola Comercial da Figueira da Foz. Neste último ano, e devido a diligências dos seus alunos, foi nomeada professora efectiva da Escola Industrial de Bernardino Machado. Na sequência do trabalho desenvolvido como educadora e pedagoga, expôs Teses em vários Congressos (Coimbra, Abril de 1918 - Porto, 1927 - Lisboa, Outubro de 1931); associou-se ao projecto de fundação na Figueira da Foz de uma Delegacia da Universidade Livre de Coimbra (1929), responsável pelo funcionamento de cursos nocturnos de educação básica; e foi nomeada Delegada Voluntária de Vigilância para a Tutoria da Infância da respectiva Câmara Municipal (26/02/1932).

Manteve simultaneamente intensa actividade propagandística, promoveu conferências, discursou em sessões e pronunciou-se, na imprensa regional da Figueira e de Coimbra, sobre questões feministas, educativas e políticas, para além de publicar esporadicamente poemas e contos para crianças. Utilizou os pseudónimos de Maria República, nos artigos de carácter político, e Nô-quim, nos textos dirigidos aos mais novos.

Mulher simples e voluntariosa, obreira de uma persistente actividade pedagógica dirigida aos desfavorecidos, ao operariado e às mulheres, Cristina Torres acabou por ser vítima da corajosa oposição ao salazarismo e foi transferida compulsivamente, em Dezembro de 1932, para a Escola Industrial e Comercial de Bartolomeu dos Mártires, em Braga, onde permaneceu dezassete anos. Datam desse período os dois livrinhos (de Contos e Fábulas) que escreveu, dedicados “Às raparigas e rapazes que passaram pelas minhas aulas e a quem devo as melhores horas da minha vida”, e os seus artigos para a Seara Nova, então dirigida por Câmara Reys.

Acabou por ser afastada do ensino em 1949, na sequência da participação na Campanha de Norton de Matos à Presidência da República, e obrigada a aposentar-se. De regresso à Figueira, subsistiu através de explicações, continuou a resistência ao Estado Novo – pertenceu à Comissão Nacional do III Congresso da Oposição Democrática, realizado em Aveiro, em 1973 – e saudou com emoção e alegria a data de 25 de Abril de 1974, apesar dos seus 83 anos. Tinha a felicidade de, pela segunda vez na vida, festejar na rua a mudança de regime político: 64 anos depois de se empenhar no triunfo da República, era a vez de assistir ao início da Democracia, pela qual tanto tinha lutado e sacrificado. Meses depois, aderiu ao Partido Socialista e faleceu a 1 de Abril de 1975.

Ofereceu o seu espólio, bem como o do marido, ao Museu e à Biblioteca da terra natal. Constituído por manuscritos, correspondência, artigos publicados, discursos, panfletos, informações acerca da intervenção política e enquanto professora e educadora, documentos biográficos, homenagens e fotografias, serviu de base à exposição que a Câmara Municipal lhes dedicou em 1992 e da qual resultou um minucioso catálogo.

[v. João Esteves, "Santos, Cristina Torres dos", Dicionário de Educadores Portugueses (dir. de António Nóvoa), Asa, 2003; "Cristina Torres dos Santos", Dicionário no Feminino (séculos XIX-XX), Livros Horizonte, 2005]

[0055.] MARIA VELEDA [VII] || 01/04/1908

* TEXTO SOBRE O REGICÍDIO *

O jornal Vanguarda de 1 de Abril de 1908 publica um telegrama de felicitações a Maria Veleda

"Matadi, 23, 4 e 50 t. – Os republicanos de Noqui protestam profunda admiração por Maria Veleda e pelo seu artigo de 14 de fevereiro" [Vanguarda, 01/04/1908, “D. Maria Veleda”, p. 1, col. 3].

[0054.] LIGA REPUBLICANA DAS MULHERES PORTUGUESAS [XI] || ALBERTO BRAMÃO [II] || MARIA VELEDA [VI]

* A MADRUGADA * 

Publica-se em 31 de Março de 1914 o nº 32 do jornal A Madrugada, órgão da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas dirigido por Maria Veleda.

[0053.] ANA DE CASTRO OSÓRIO [VII] || 30/03/1908

Texto de Ana de Castro Osório publicado no jornal A República em 30 de Março de 1908: “Por Alto - O hábito de ler” [p. 2].

[0052.] AURORA TEIXEIRA DE CASTRO [I] || MARIA VELEDA [V]

* AURORA TEIXEIRA DE CASTRO || TEXTO *


Artigo de Aurora Teixeira de Castro e Gouveia em A Montanha de 29 de Março de 1917: “Poder legislativo”.

[0051.] LIGA REPUBLICANA DAS MULHERES PORTUGUESAS [X]

* BERNARDINO MACHADO *
[28/03/1851 - 29/04/1944]

[Fotografia do Almanaque Republicano - 1908]

Nasce no Rio de Janeiro o estadista republicano Bernardino Luís Machado Guimarães, um dos impulsionadores da fundação, em 1908, da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas.

Sobre o percurso familiar, político, pedagógico, científico e humano de Bernardino Machado v. o imprescindível e actualizado Blogue da autoria do Dr. Manuel Sá Marques.

[0050.] ADELINA DA GLÓRIA PALETTI BERGER [I]


Filha do escrivão Belchior da Costa Paletti (Lagos, 02/10/1830) e de Ana Vitória Marim (Lagos, 19/12/1832), nasceu em 28 de Março de 1865, na freguesia de S. Sebastião, em Lagos, e foi baptizada a 27 de Janeiro de 1866. Casou com o professor José Júlio Lapelier Berger, nascido a 31 de Dezembro de 1868, na freguesia de Santa Maria de Lagos, e que presidiu, ainda durante a Monarquia, à vereação republicana do município.

Realizou-se em sua casa a primeira reunião do núcleo local da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas (19/02/1909), foi eleita Presidente, devido à recusa de Maria do Carmo Raimundo, e a cópia da acta enviada à dirigente nacional Ana de Castro Osório (24/02/1909). A militância terá sido intensa em 1909 e 1910: remeteu, em nome das sócias de Lagos, donativos para as vítimas do violento terramoto que abalou o Ribatejo em 1909; solidarizou-se com o movimento de protesto pelo fuzilamento, em Espanha, de Francisco Ferrer (Outubro de 1909); saudou Afonso Costa pelas posições assumidas na Questão Hinton (Abril de 1910); e felicitou, em missiva de 9 de Julho de 1910, Miguel Bombarda pela adesão ao Partido Republicano.


Empolgada com a implantação da República, deslocou-se a Lisboa e, em 27 de Outubro, acompanhou, com Inês da Conceição Conde, a direcção nacional da Liga na entrega da primeira representação aos membros do Governo Provisório. Aquando do plebiscito interno sobre a revisão dos Estatutos, que decorreu a partir de Setembro de 1910, alinhou com as posições anticlericais lideradas por Maria Veleda.


Morreu em 29 de Julho de 1923, com 58 anos, em Lisboa, e o marido faleceu a 4 de Março de 1934, também na capital, na freguesia de São Sebastião, estando o republicanismo de ambos patente nos nomes atribuídos aos filhos, todos começados pela letra R: Rogério (21/11/1899), Renato (15/05/1903), Reinaldo e Roberto Paletti Berger.


Provávela familiar de Julieta Augusta Paletti e de Dionísia Rosa Paletti, activistas da mesma secção.

[v. João Esteves, "Adelina da Glória Paletti Berger", Dicionário no Feminino (séculos XIX-XX), Livros Horizonte, 2005]

[0049.] ADELAIDE DE JESUS DE BRITO [I] || 28/03/1910

* ACADEMIA DE ESTUDOS LIVRES *

Adelaide Jesus de Brito secretariou, em 28 de Março de 1910, a sessão comemorativa do centenário de Alexandre Herculano realizada na Academia de Estudos Livres.

[0048.] CENTRO ESCOLAR REPUBLICANO DE BELÉM [I] || 28/03/1909

* MANUEL DE ARRIAGA *

Sessão solene do Centro Escolar Republicano de Belém realizada a 28 de Março de 1909 para inaugurar o retrato de Manuel de Arriaga.

É secretariada pelas professoras Rita Vaz e Cecília Raposo.

[0047.] CRUZADA DAS MULHERES PORTUGUESAS [I] || 27/03/1916

* FUNDAÇÃO DA CMP || 27/03/1916 *



Reunião fundadora da Cruzada das Mulheres Portuguesas, presidida por Elzira Dantas Machado e secretariada por Isabel Guerra Junqueiro Mesquita de Carvalho (esposa do Ministro da Justiça) e Madame António Macieira

A Comissão Central fica composta das senhoras: Joana Gomes Galhardo, esposa de Herculano Galhardo, senador e ex-ministro das Finanças; Ester Norton de Matos, esposa do Ministro da Guerra; Maria Luísa Braamcamp Freire; Ana de Castro Osório; Teresa Teixeira Queirós; Maria Leonor Correia Barreto, esposa do Presidente do Senado; Leonilde Gomes; Amélia Leote do Rego, esposa do Comandante da Divisão Naval Leote do Rego; Adelaide Meneses Fernandes Costa, esposa do ministro do Fomento; Raquel Freire de Oliveira Vicente Ferreira; Maria Amélia Oliva Aquiles Gonçalves; Joana de Vasconcelos; Etelvina Pereira de Eça, esposa do Comandante da 1.ª divisão militar; Madame António Macieira; Virgínia Sousa Gaspar; Madame Alfredo da Cunha; Ema Marques da Costa, esposa do presidente da comissão executiva da Câmara Municipal de Lisboa; Angelina Azevedo Gomes Shibley; e Madame Santos Lucas que compareceram à reunião); e as esposas de António José de Almeida, de Afonso Costa, de Pedro Martins, de Augusto Soares e de Manuel de Arriaga, que não puderam comparecer.

Madame António Macieira é escolhida como Secretária Geral da Comissão Central.

[“No Palácio de Belém - A favor dos soldados e suas famílias”, O Mundo, 28.03.1916, p. 1, col. 4]